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Brasil e Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos estudam soluções para desabrigados do Rio Grande do Sul

Proposta é que outras agências internacionais se unam ao trabalho feito em prol dos afetados pela catástrofe socioambiental

Oministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, se reuniu com o representante regional do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Jan Jarab, nesta segunda-feira (10), para traçar alternativas que ajudem a população afetada pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Na ocasião, Jan Jarab falou sobre a atuação da sua equipe no estado e pediu ajuda do ministro para fortalecer a presença de profissionais na região.

“Nós temos uma pequena equipe no Rio Grande do Sul, composta por três pessoas brasileiras com grande experiência profissional de outros contextos ocorridos na África, Haiti, no contexto de catástrofes; e estamos procurando outros atores para nos ajudar com a questão dos direitos humanos, na proteção de grupos de vulneráveis nos abrigos e fora deles também. A ajuda de vocês será cada vez mais necessária, com os protocolos unificados”, explicou Jan Jarab.

O ministro Silvio Almeida se colocou à disposição para somar esforços com outras agências. “Esse apoio de especialistas em catástrofes humanitárias em outros lugares e essa troca de experiências vão ser fundamentais neste momento para o Estado brasileiro conseguir cumprir o seu papel”, disse o titular da pasta.

Bruno Renato Nascimento Teixeira, secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, tem acompanhado in loco a situação do Rio Grande do Sul. O gestor relatou que algumas organizações internacionais já prestaram auxílio às ações do ministério, “como o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), que esteve presente nos mutirões pela documentação; a OIM (Organização Internacional para as Migrações); e o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados)”, mencionou. Segundo o secretário, é possível aprimorar essa articulação de apoio para alcançar outras agências, a fim de realizar um trabalho conjunto e integrado que “vai enriquecer e muito o nosso trabalho no território”, completou Bruno Teixeira.

Ações em planejamento

Também na reunião, a secretária-executiva da pasta, Rita Oliveira, detalhou o atual cenário da catástrofe socioambiental e citou algumas ações em planejamento para apoiar os gaúchos. “A ideia é criar cinco centros provisórios para comportar aproximadamente 3 mil pessoas e, dentro de cada um, criar um Observatório de Direitos Humanos para proteger essas pessoas que ficaram sem moradia; a gente já está com uma equipe de psicólogos atuando nos abrigos, mas queremos que outros profissionais agreguem com uma coordenação fixa”, informou a secretária.

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