Sistema deve se organizar entre quarta e quinta-feira, com maior impacto previsto no Rio Grande do Sul; frente fria associada deve avançar por Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e posteriormente alcançar o Sudeste.
Um novo ciclone extratropical deve provocar uma mudança significativa nas condições meteorológicas do Centro-Sul do Brasil nos próximos dias. A previsão divulgada nesta terça-feira, 18 de agosto de 2026, indica que o sistema começará a se organizar entre o fim da noite de quarta-feira (19) e a madrugada de quinta-feira (20), em uma área próxima ao oeste do Rio Grande do Sul e à fronteira com o Uruguai. O fenômeno estará associado à formação e ao avanço de uma frente fria, aumentando o risco de tempestades, granizo, descargas elétricas e rajadas fortes de vento. (CNN Brasil)
O Rio Grande do Sul deverá concentrar os impactos mais significativos durante a fase inicial do fenômeno. Segundo informações meteorológicas reunidas pela CNN Brasil com base em previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Climatempo, as tempestades devem ganhar intensidade principalmente no centro-sul e na metade oeste do território gaúcho. A Região Metropolitana de Porto Alegre também poderá registrar períodos de chuva forte e temporais. (CNN Brasil)
A situação já exige atenção nesta terça-feira. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul mantém avisos relacionados a tempestades e condições hidrológicas, incluindo alerta de risco muito alto de inundação no rio Jaguarão. A Climatempo também aponta possibilidade de acumulados expressivos de chuva nas áreas próximas à fronteira com o Uruguai, onde algumas localidades podem enfrentar elevados volumes de precipitação em poucas horas. (Defesa Civil do Rio Grande do Sul)
Ciclone deve se formar entre quarta e quinta-feira
A formação do ciclone está relacionada ao aprofundamento de uma área de baixa pressão no sul da América do Sul. Conforme o sistema ganha força, as instabilidades também aumentam sobre o Rio Grande do Sul. A expectativa é que esse processo de ciclogênese contribua para organizar uma nova frente fria, que posteriormente avançará pelo território brasileiro. (CNN Brasil)
Na quarta-feira (19), a previsão aponta maior concentração de tempestades sobre o centro-sul gaúcho. Além de chuva forte e trovoadas, há possibilidade de queda de granizo e de rajadas de vento entre 60 e 80 km/h em algumas áreas. Esses fenômenos podem ocorrer de maneira localizada, fazendo com que municípios relativamente próximos registrem condições bastante diferentes ao longo do mesmo período. (CNN Brasil)
Os ventos associados ao sistema são um dos principais fatores de preocupação. Dependendo da posição em relação ao centro do ciclone e da evolução das tempestades, modelos meteorológicos indicam que determinadas áreas da Região Sul podem enfrentar rajadas ainda mais intensas. Avisos meteorológicos em vigor no Rio Grande do Sul nesta terça-feira já apontam riscos associados a ventos fortes, granizo, alagamentos, danos em lavouras, interrupções de energia e quedas de árvores. (GZH)
Frente fria avança pelo Sul do país
Na quinta-feira (20), a frente fria associada ao ciclone deverá avançar pelas demais áreas do Rio Grande do Sul e alcançar Santa Catarina, Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul. Nessas regiões, a principal preocupação passa a ser a combinação entre temporais e rajadas fortes de vento. (CNN Brasil)
A passagem do sistema também deverá provocar mudanças nas temperaturas. Depois de um período marcado pela presença de ar quente em grande parte do Centro-Sul brasileiro, a chegada da frente fria favorecerá o ingresso de uma massa de ar mais frio. No Rio Grande do Sul, a queda deverá ser percebida primeiro e poderá posteriormente alcançar outras áreas conforme a frente avançar.
O contraste entre as massas de ar é justamente um dos elementos que favorecem a intensificação das instabilidades. Com calor e umidade disponíveis antes da chegada da frente, o deslocamento do sistema pode estimular a formação rápida de nuvens carregadas, aumentando o potencial para chuva volumosa, descargas elétricas, granizo e ventos fortes.
São Paulo e Rio de Janeiro também podem sentir os efeitos
Embora a Região Sul esteja no centro das atenções, os efeitos do sistema não deverão ficar restritos aos três estados sulistas. Na sexta-feira (21), a frente fria deverá avançar em direção ao Sudeste, modificando as condições meteorológicas principalmente em áreas de São Paulo e Rio de Janeiro. (CNN Brasil)
A previsão indica possibilidade de rajadas fortes de vento durante a passagem do sistema. A intensidade e a distribuição das chuvas dependerão da evolução da frente fria e da disponibilidade de umidade. Por isso, previsões locais podem sofrer ajustes à medida que o ciclone efetivamente se formar e os modelos meteorológicos obtenham informações mais precisas sobre sua trajetória.
A tendência é que os efeitos associados ao sistema continuem sendo percebidos até sábado (22), mas com mudanças importantes entre uma região e outra. O ciclone propriamente dito e a frente fria associada possuem áreas de influência diferentes, o que significa que nem todos os locais afetados pela mudança do tempo estarão diretamente sob o centro do ciclone.
Granizo e ventania estão entre os principais riscos
Entre os fenômenos previstos estão chuva intensa, descargas elétricas, granizo e rajadas fortes de vento. Esses eventos podem causar quedas de árvores e galhos, interrupções no fornecimento de energia, alagamentos e prejuízos em áreas agrícolas. No Rio Grande do Sul, avisos emitidos para esta terça-feira já mencionam alguns desses riscos, antes mesmo da formação completa do novo ciclone. (GZH)
Outro ponto de atenção é o nível de rios em áreas que vêm acumulando precipitação. A Defesa Civil gaúcha informou na manhã desta terça-feira sobre risco muito alto de inundação no rio Jaguarão. A condição mostra que, em algumas localidades, os impactos dos próximos temporais poderão ser agravados pelo solo já úmido e pelos volumes de chuva registrados anteriormente. (Defesa Civil do Rio Grande do Sul)
Por isso, a recomendação é acompanhar os avisos oficiais ao longo dos próximos dias. Como ciclones extratropicais e frentes frias são sistemas dinâmicos, pequenas mudanças na posição e intensidade podem alterar as áreas mais expostas aos temporais.
O que é um ciclone extratropical?
Ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão atmosférica comuns nas médias latitudes e frequentemente associados a frentes frias. Diferentemente dos ciclones tropicais, eles normalmente se desenvolvem a partir de grandes contrastes entre massas de ar com características distintas.
No Sul do Brasil e nas áreas próximas do Uruguai e da Argentina, esses sistemas fazem parte da dinâmica meteorológica regional. O risco para a população depende principalmente da intensidade do ciclone, de sua trajetória e dos fenômenos associados, como chuva intensa e ventos fortes.
Neste episódio, a maior atenção está justamente nos temporais associados à formação do sistema e no posterior avanço da frente fria. As previsões continuarão sendo atualizadas à medida que a área de baixa pressão se aprofunde e o ciclone fique mais bem definido.
Cuidados durante os temporais
Durante tempestades com rajadas fortes, a orientação é evitar permanecer próximo a árvores, estruturas frágeis, placas e outros objetos que possam cair ou ser deslocados pelo vento. Em situações de chuva intensa, motoristas também devem redobrar a atenção em vias sujeitas a alagamentos e nunca tentar atravessar áreas inundadas.
Moradores das regiões sob alerta devem acompanhar principalmente as comunicações da Defesa Civil e os avisos meteorológicos oficiais. A evolução prevista entre 19 e 22 de agosto poderá produzir condições bastante diferentes ao longo do Centro-Sul, tornando importante observar alertas específicos para cada município ou região.
Fontes
CNN Brasil — Granizo e ventos: o que sabemos sobre o novo ciclone
Defesa Civil do Rio Grande do Sul — Avisos e alertas
Climatempo — Calor, temporais e risco de transbordamento de rios no RS