Democracia corre risco com extrema direita negacionista, diz Lula

Dmitry Mikhailov
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A democracia global enfrenta sérios desafios nos dias atuais, e um dos maiores riscos vem da ascensão de movimentos de extrema direita negacionistas. Em um discurso recente para empresários japoneses, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou sobre os danos que a negação da política pode causar ao sistema democrático. Lula enfatizou que os governantes que promovem ideias negacionistas não oferecem soluções para a humanidade, mas, ao contrário, criam um ambiente de instabilidade e retrocesso.

O discurso do presidente Lula, proferido no encerramento do Fórum Brasil-Japão em Tóquio, colocou em destaque as ameaças da extrema direita negacionista e os perigos que ela representa para a democracia. A postura negacionista, que ignora evidências científicas e políticas, tem ganhado força em várias partes do mundo, colocando em risco os pilares das democracias liberais. Segundo o presidente, a prevalência desse tipo de pensamento pode enfraquecer os valores fundamentais da política democrática e afastar os cidadãos de uma participação efetiva e informada.

Lula ressaltou que a negação da política não só é um obstáculo para o progresso, mas também para a construção de um futuro mais justo e igualitário. A extrema direita negacionista tende a promover divisões dentro das sociedades, criando um ambiente de polarização, onde o debate saudável é substituído pela propagação de teorias conspiratórias e discursos de ódio. Esse cenário afeta diretamente a capacidade das democracias de evoluírem e de atenderem às necessidades de seus cidadãos.

No cenário global, a ascensão de líderes e partidos de extrema direita que se baseiam em argumentos negacionistas tem se tornado uma preocupação crescente. Essa tendência, que pode ser observada em diversas nações, compromete o fortalecimento das instituições democráticas, colocando em risco os avanços sociais e econômicos conquistados ao longo das últimas décadas. A negação de problemas reais, como as mudanças climáticas e a desigualdade social, é uma característica comum desses movimentos.

O presidente Lula também afirmou que, ao contrário do que os negacionistas afirmam, a política é uma ferramenta essencial para a resolução dos desafios globais. Em sua visão, é por meio do diálogo e da ação política responsável que é possível construir soluções para problemas como a pobreza, a desigualdade e a crise ambiental. A política não pode ser desprezada ou ignorada, pois é por meio dela que as democracias garantem os direitos e liberdades fundamentais de seus cidadãos.

A ameaça representada pela extrema direita negacionista não está restrita a um único país ou região. Lula alertou para o fato de que, em várias partes do mundo, movimentos de extrema direita estão ganhando terreno, alimentados por sentimentos de desilusão e frustração com o sistema político tradicional. No entanto, essa ascensão não deve ser vista como um reflexo da vontade popular, mas sim como um sintoma de um sistema político fragilizado, onde as pessoas se sentem desconectadas das instituições democráticas.

A resistência contra a extrema direita negacionista deve ser uma prioridade para os líderes democráticos em todo o mundo. O fortalecimento das instituições, o incentivo ao debate político saudável e a promoção da educação são elementos cruciais para enfrentar essa ameaça. Lula destacou a importância de unir forças em defesa da democracia, lembrando que a colaboração internacional é essencial para combater os retrocessos democráticos e garantir um futuro mais próspero e justo para as próximas gerações.

Em conclusão, a democracia global corre risco com a ascensão da extrema direita negacionista, que não oferece soluções reais para os problemas que a humanidade enfrenta. A negação da política, como observado por Lula, não é uma via para o progresso, mas sim um obstáculo ao desenvolvimento social e econômico. O alerta do presidente brasileiro é um chamado para a ação, destacando a necessidade de uma resposta coletiva e firme para preservar os valores democráticos e garantir um futuro mais inclusivo e sustentável.

Autor: Dmitry Mikhailov
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital

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